terça-feira, 3 de abril de 2012

Projeto: o milagre da multiplicação dos espaços

Super interessante ... vale a pena ver!! como com poucos detalhes podemos transformar um lugar . . .

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antes e depois

Arquiteta aceita o desafio de projetar num mesmo ambiente espaços para receber visitas, jantar, estudar e entreter crianças


Casa nova e chegada do primeiro filho. As duas boas notícias,
quase que ao mesmo tempo em 2010, obrigaram a professora de Educação Física Fabíola Berwanger e o marido André a arrumar às pressas somente os quartos do casal e de Bernardo, hoje com 1 ano. Resultado: sobrou a sala, intacta.

“Como acabei de finalizar um mestrado e precisei – ainda preciso – muito do computador e dos livros, a prioridade no local foi para um escritório e não para uma sala de estar/tevê”, explica a professora. Agora, Fabíola está à espera do “milagre” da multiplicação: precisa transformar a sala em ambientes para jantar, de tevê, para receber as visitas, para Bernardo brincar e para o computador, livros e papéis –sem falar num local para guardar a louça de casamento – que completou dois anos em janeiro –, e que ainda está na casa da mãe dela.
A arquiteta Nadine Voitille topou o desafio de projetar um ambiente que alie todas essas funções para a família, que em breve irá crescer. Sim, Fabíola está grávida de cinco meses de Murilo.
Proposta



A arquiteta Nadine Voitille projetou um espaço que privilegie circulação, iluminação, proteção (para
as crianças) e aconchego.
No centro da sala, foi prevista uma parede de drywall para dividir os ambientes e reduzir a sensação de uma sala muito comprida. Nela seria instalada a tevê com suporte giratório, permitindo ser vista por ambos os ambientes.

A sala de jantar foi prevista para ficar ao lado da cozinha e, assim, facilitar a circulação. A mesa permitiria acomodar até sete pessoas e teria cantos arredondados para a segurança das crianças.
Logo ao lado da porta de entrada seria colocado um móvel que funcionaria tanto como bar quanto como apoio para a mesa de jantar. Nele, seria possível guardar louças e copos, além de apoiar itens do dia a dia, como chaves, correspondências, bolsas etc. Na parede atrás do bar está previsto um espelho, para valorizar e ampliar a sensação do espaço.

Para iluminar a sala, foi projetado no gesso um rasgo que permitiria embutir lâmpadas fluorescentes de cor amarelada para criar uma iluminação confortável para a sala, além de marcar a circulação. Um plafon seria colocado sobre a sala de estar, para facilitar a realização de tarefas na escrivaninha do escritório ao lado. Sobre a mesa de jantar, uma luminária pendente valorizaria o local e lâmpadas minidicroicas, embutidas ao lado da parede de gesso, dariam destaque aos quadros e a vaso que estão próximos.
O piso cerâmico seria trocado por um laminado, para transmitir maior sensação de aconchego e aquecer o ambiente. As cortinas usariam trilho duplo embutido no cortineiro de gesso.

O tapete colorido de cerdas baixas, seria prático e alegre. Os pufes brancos permitiriam apoiar os pés e receber os amigos – poderiam ser movidos para deixar espaço para os bebês brincarem sobre o tapete. Quadros e porta-retratos completariam a decoração, valorizando a personalidade dos moradores, e o vaso com vegetação traria vida e harmonia para dentro da residência. A parede do espaço da escrivaninha seria revestida por papel de parede, para transmitir leveza, suavidade e requinte.

Serviço:
01/03/2012 | 00:24 | Daniel Batistella, especial para a Gazeta do Povo

O Designer de Interiores, antes de contratar vale a pena saber . . .


O profissional Designer de Interiores pode ser qualificado em um Curso Técnico ou Faculdade de Design de Interiores.
É capaz de projetar ambientes com soluções técnicas e criativas, utilizando e combinando materiais, cores, texturas e organizando móveis e acessórios. Seu objetivo é criar ambientes aconchegantes e de fácil utilização, permitindo uma melhor
qualidade de vida.



 Áreas de Atuação

 
Quais as áreas de atuação do Designer de Interiores?
  • Elaborar projetos de interiores residenciais ou comerciais – lojas, shoppings, supermercados, consultórios, clínicas, hospitais, escritórios, teatros, museus, hotéis, auditórios, clubes, bares, night clubs, etc; (Saiba Mais sobre O Projeto)
  • Elaborar projetos de paisagismo interno;
  • Acompanhar a execução do projeto;
  • Projetar, detalhadamente, móveis, gesso/sancas e objetos decorativos.

Etapas do seu Trabalho

Conheça as etapas de trabalho do Designer de Interiores e sua relação com o cliente:

1. Conhecendo o cliente

No primeiro contato são coletadas várias informações sobre o cliente, quanto as suas necessidades funcionais, psicológicas, seu gosto e estilo;
Residencial: a preocupação maior está em solucionar aspectos psicológicos e funcionais.
  • analisar o contexto social, a localização e estrutura da construção (casa ou edifício);
  • entender as necessidades funcionais – o que o cliente quer/precisa?, o que ele sonha?;
  • entender as necessidades psicológicas – quem utiliza o ambiente? como o utiliza?;
  • conhecer o perfil / personalidade do cliente e de todas as pessoas que moram no local – se é calmo ou agitado, como é a rotina? entre outras perguntas.
Comercial: as exigências são maiores na parte financeira e nos aspectos que dizem respeito ao cumprimento de normas, como segurança, higiene, etc – conforme as exigências dos diversos segmentos profissionais (saúde, alimentação, entretenimento, etc.)
  • analisar o contexto social, a localização e estrutura da construção (casa ou edifício);
  • conhecer o perfil geral das pessoas frequentadoras;
  • entender qual a sensação psicológica a ser trasmitida para os clientes/frequentadores.

2. Estudo Preliminar

Estudos através de plantas, elevações e perspectivas que buscam atender às expectativas e ao orçamento do cliente – apresentação de um orçamento geral. Sempre garantindo a criação de um projeto funcional, provido de valores estéticos, de conforto e segurança.
Estes estudos são desenvolvidos nas versões 1, 2, 3, ... até chegarem ao resultado almejado.

3. Confirmação e aceitação por parte do cliente dos estudos preliminares;

4. Criação do Anteprojeto

Esta é a versão final do estudo, apresentando de maneira clara a proposta do projeto: 1. Planta layout global com especificações da seleção de materiais, revestimentos, acabamentos; 2. elaboração de cortes e elevações; 3. Planta de gesso e detalhes; 4. Planta de iluminação; 5. Piso; 6. Paginação paredes – elementos construtivos não estruturais e elementos construtivos estruturais (contratação e responsabilidade de um Arquiteto ou Engenheiro Civil); 7. Paginação elétrica (em caso de mudanças); 8. Paginação hidráulica (em caso de mudanças); 9. Paginação de ar condicionado; 10. Paginação lógica – telefone; 11. Planta de tonalidades e revestimentos; 12. Planta de mobiliário; 13. Planta de paisagismo interno; 14. Planta marmoraria e vidraçaria.

5. Criação do Projeto Executivo

Apresenta o detalhamento necessário para que se possa executar o projeto (piso, forro, acabamento, mobiliário...) assim como memorial descritivo indicando especificações, tabelas quantitativas e planilha de orçamento.

Acompanhamento da execução do projeto

Esta etapa é separada da elaboração do Projeto de Interiores. Ficando a critério do cliente contratar o Designer autor do projeto ou contratar outro profissional qualificado para acompanhar a execução do projeto.
  • Auxiliar/acompanhar o cliente nas compras de todos os produtos, sistemas e equipamentos já aprovados por ele (cliente);
  • Contatar e coordenar todos os profissionais que irão executar alguma das etapas do projeto;
  • Acompanhamento de cada etapa do projeto, informando ao cliente sobre os gastos a mais no orçamento;
  • Entrega de obra.
Cada uma das etapas – Elaborando um projeto e Acompanhamento da execução – é cobrada separadamente.
* Saiba mais sobre Valores Cobrados por Arquitetos e Designers de Interiores: Custo / Benefício.

Dicas de Contratação

Confira algumas dicas de como contratar um Designer de Interiores:
  • Procure sempre um profissional qualificado para a realização da sua obra, isto é, para a realização do seu sonho. Um Designer qualificado possui conhecimento e capacidade de entender as suas necessidades e anseios. É capaz de traduzir os sentimentos, emoções e lembranças de seus clientes em algo palpável e visual, como é capaz de proporcionar maior funcionalidade e aproveitamento dos espaços de modo a tornar o dia-a-dia mais agradável;
  • Conheça os trabalhos produzidos pelo Designer que pretende contratar, pesquise sites, converse com amigos. Conheça também o profissional pessoalmente, para que você fique seguro de que ele irá atender às suas necessidades. Vale a pena marcar uma conversa sem compromisso com o Designer, e contrate somente o profissional que lhe transmitir confiança!;
  • O designer de interiores é capaz de projetar ambientes conforme o estilo e gosto do seu cliente, mas nem por isso podemos deixar de pensar que cada profissional tem seu estilo próprio e que naturalmente e sutilmente tal estilo pode estar presente nos projetos para os seus clientes;
  • Quando o Desginer de Interiores propõem a mudança de uma parede, ou até mesmo quando tal mudança é solicitada pelo cliente, se faz necessária a contratação de um Arquiteto ou Engenheiro Civil para avaliar, autorizar, acompanhar e se responsabilizar por esta etapa da obra. O Designer de Interiores não poderá, de maneira alguma, executar e assumir a responsabilidade de mudanças na estrutura do imóvel (apenas é possível se a formação curricular incluir cálculos estruturais e matérias correlatas);
  • Para sua segurança e a do profissional solicite sempre um contrato. É no contrato que os direitos e deveres de ambas as partes estarão esclarecidas – como quem é o responsável pelo escolha dos materiais e da mão de obra – da mesma forma deverá estar exposto o valor do serviço ou os valores dos serviços solicitados, a forma que o pagamento será realizado, os prazos para a finalização de cada etapa do projeto e como se dará a rescisão do contrato quando necessário.
Designer Suzan Anne Maus |
- site clique arquitetura

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Como organizar a sua mudança?

mudança

Como ter uma mudança tranquila !

Mudar de casa, de cidade e até de país sempre nos deixa com a sensação de começar uma rotina diferente e de viver novas experiências, mas também nos preocupamos com o processo de empacotar todos os nossos pertences e organizar tudo no novo espaço.
É um trabalho cansativo e que nos demanda tempo, mas pode ser feito de forma prazerosa e sem estresse: basta se planejar!
Siga as nossas dicas e tenha uma mudança tranquila e organizada!

Nem sempre a mudança pode ser planejada com antecedência suficiente.
Podemos receber uma proposta de trabalho em outra cidade e termos apenas 1 mês para organizar tudo!
Mas, mesmo assim, é possível fazer algum plano para que o estresse não tome conta dos seus dias.

Pegue um caderno ou faça uma planilha no computador com as tarefas que vierem à sua cabeça.
Sem ordem de prioridade, apenas anote tudo o que lembrar referente à mudança: conseguir caixas de papelão, fitas para embalagem e canetas, limpar a nova casa, contratar uma empresa de transportes e mudanças, mudar o endereço em bancos, assinaturas, TV a cabo etc., avisar parentes e amigos, entre outras.
Depois, coloque em ordem o que deve ser feito primeiro até a última tarefa da mudança.
Coloque prazos razoáveis, pois algumas ações não dependem somente de você: pode ser que o contrato da nova residência demore mais tempo do que o previsto para ser assinado, ou a transportadora não tem mais dias disponíveis na semana que você gostaria de se mudar, entre outros imprevistos.

Pronto!
Seu cronograma da mudança está completo para ser seguido e nenhuma tarefa será esquecida.
Se durante o processo forem surgindo novas ações, inclua-as na sua lista no período apropriado para executá-las.
Com essa lista, você irá sentir uma leveza mental de não precisar ficando pensando o tempo todo no que deve ser feito e lembrado, pois terá tudo registrado no papel ou no computador.
Essa atitude é fundamental para evitar o estresse de ter que se lembrar de todos os detalhes.

Escrito por Daniella Marcolini – personal organizer

Ladrilhos hidraulicos: simplicidade e sofisticação . . .

Casa Nova com jeito de Casa Antiga, lindo vale a pena ver !!!


por daniel cruz paisagista
hoje em casa. globo.com

Falando em pisos, não podia deixar de compartilhar com vocês algo sobre a minha “menina dos olhos”: o ladrilho hidráulico. Versátil, esse tipo de piso pode ser usado em vários tipos de projetos, seja rústico ou moderno, na área interna ou externa.




Hoje vamos um pouco além do ladrilho em si e vou apresentar pra vocês a forma de confecção extremamente artesanal dessas peças.
Antes, uma informação importante: as peças que serão mostradas neste post são confeccionadas pelos pacientes do Serviço de Saúde “Doutor Cândido Ferreira”, um hospital psiquiátrico de caráter filantrópico – localizado no distrito de Sousas, pertencente à Campinas (interior de SP), que possui oficinas onde os pacientes fabricam vários produtos.
Atualmente, o hospital conta com 13 oficinas de trabalho em funcionamento, denominadas “Armazém das Oficinas”, que atendem 290 pessoas. Muitas delas desenvolvem trabalhos voltados à decoração, arquitetura e paisagismo, tais como: mosaico, reciclagem de papel, vitral, marcenaria, serralharia, velas e ladrilho hidráulico. As oficinas propiciam a esses pacientes – muitas vezes discriminados pela sociedade – a convivência, a ampliação da rede social, o aprendizado, a produção, a formação profissional e a geração de renda, viabilizando a inclusão social.
Voltando aos ladrilhos, eles encantam e embelezam projetos há muitos anos e uma curiosidade é que o nome “hidráulico” se deve justamente a uma fase de sua confecção, onde ficam submersos em água por no mínimo 12 horas.
A psicóloga Renata Mazaferro nos acompanhou na visita à oficina de ladrilho hidráulico – que conta com 12 trabalhadores – onde o monitor Agenildo Nascimento nos mostrou todo o processo de confecção dessas peças, que vocês acompanham a seguir:





Um quadrado de plástico é colocado no fundo da forma (molde em ferro) para não misturar a tinta quando a peça for retirada do molde.





Em cima deste plástico é pincelado óleo de cozinha, como se estivesse untando uma assadeira. Isso facilita a retirada da peça.





O molde de ferro vazado é colocado em cima da proteção de plástico já “untado”.





A massa com os corantes é aplicada em diferentes cores nos espaços do molde de ferro. A escolha é feita com base na criatividade de cada trabalhador ou de acordo com as encomendas. Esta massa com tinta é obtida com a mistura de corante xadrez, areia e água.





Após o preenchimento de todos os espaços o molde é retirado.



Em cima da mistura, é polvilhado cimento seco puro, para que a secagem seja mais rápida. Após polvilhar o cimento seco, é colocado uma camada grossa de areia e cimento misturado, para formar o fundo do ladrilho.





A mistura é nivelada para que todos os ladrilhos produzidos fiquem com espessura aproximada e, então, é a parte superior do molde é colocada para que seja prensado. Neste momento, a água contida na primeira mistura (areia, tinta e água), se mistura com as massas secas, unindo as três camadas.


 


A peça é cuidadosamente retirada do molde e colocada para secar em prateleiras, por aproximadamente 12 horas.


 


Após a secagem, chega o momento do processo que dá nome à peça: as peças são mergulhadas em água e permanecem ali por, aproximadamente, mais 12 horas.





Depois de todo esse processo, os ladrilhos hidráulicos são colocados em prateleira para secar por um período de 21 dias.


O resultado você pode conferir nas imagens a seguir!





 

Aqui voce encontrará . . .

Assuntos variados para o dia a dia de quem está reformando ou construindo sua casa nova, ou até mesmo para quem quer sempre uma pequena idéia.

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